Pular para o conteúdo principal

2023 Parte IV Final – A Esperança vence o Medo? (por Frega Jr)

 A Esperança vence o Medo? Digo que não!

Como assim, já antes não venceu? Ah, venceu só na palavra de ordem, no mote, no marketing. O medo é vencido com decisão, com postura, com enfrentamento, com garra. Até por medo se vence o medo. Por medo se reage contra a ameaça. Ou vira paúra, o pavor incontrolável, a submissão e entrega.
Por sua vez, a esperança vence expectativas ruins. As religiões são em boa parte fundadas na esperança do não castigo. Não nos medos presentes.
Medos e esperanças não são contemporâneos, cada coisa em seu calendário.

Medidas de impacto psicossocial serão necessárias e também emergenciais, como:

1 – Anulação de todos os sigilos centenários decretados.
2 – Fortalecimento institucional da CGR e da AGU.
3 – Retornar e fortalecer os fóruns e conselhos setoriais.
4 – Promover a capacitação e profissionalização na gestão pública,
5 -  Fortalecer o municipalismo e criar um fórum permanente da União e Estados para discussão das macropolíticas a serem implementadas, como ambiental, industrial, ciência e tecnologia, desenvolvimento e desigualdades regionais,  como também para a formulação/revisão básica de reformas tributária, administrativa, trabalhista, previdenciária e de governança.

Estamos sob ameaças, por isso precisamos agir e reagir. Não será a esperança que vencerá a eleição, preferencialmente já no primeiro turno e varrendo o lixo autoritário que torna o futuro desesperançado.
Como também não será a simples vitória na eleição a superação de todos os problemas que estão a nos afligir.
Não há e nem haverá milagres, mágicas ou gritos de palavras de ordem que resolvam.
Haverá necessidade sim, mas muito trabalho, muito empenho, muita criatividade, muito arrojo, muita determinação e resiliência.
Com certeza, não será fácil.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

BOLSONARISMO E DESPOLITIZAÇÃO (por Cadu de Castro)

O bolsonarismo é, na melhor das hipóteses, fruto de profunda despolitização. Digo na melhor das hipóteses, pois há os desonestos e criminosos: autores de feminicídio, homicídio e golpes e corrupção. Mas, a maior parte dos que ainda seguem e veneram o que chamam de mito, são apenas despolitizados. São ignorantes sobre contextos históricos e sociais, mas que se acham especialistas. Confundem argumento com opinião; desinformam-se e despolitizam-se na Universidade do Whatsapp – as redes sociais e grupos fascistas do sociopata –, por intermédio de memes e vídeos mentirosos. O grande problema dessa gente é a postura empolada. A combinação de ignorância e pretensão é invariavelmente desastrosa, o que denomino “ignorância ostentação!”, pois não basta ser ignorante, há de se pavonear publicamente. Assim, o bolsonarismo é um câncer social que assola o país. Produz um festival de estultices e obscurantismo que, confesso, me faz sentir constrangimento pelo outro, o que chamamos popularmente de “ve...

No Despeito de um Desafinado (Por FregaJr)

  No despeito de um desafinado também bate a frustração. Revisitando João Gilberto, o genial. Não tão genial é o despeitado. Bem ao contrário, aliás.  É a materialização das coisas inexplicáveis. Poderia ser só ignorante, há espertos que se dão bem apesar  disso. Poderia ser só burro, há tantos menos privilegiados de inteligência que compensam brilhantemente uma eventual limitação pela dedicação ao estudo. Então, como um cara ignorante de quatro costados e com sérias limitações no pensamento e abstrações consegue ser aprovado num concurso para a magistratura, que todos sabemos ser bastante disputado? Mistérios da meia noite, das meias verdades, dos meios escusos talvez. Mas enfim. Bolsonaro não se formou na AMAN? Então tudo é possível em excepcionais conjunções de astros. Moro foi um desses mitos criados nos tempos de pós-verdades. Pensou-se protagonista, era um mero peão no tabuleiro do poder político, um dia ainda saberemos inquestionavelmente quem lhe manejava pelos co...

Quintas & Quetais - Caldeirões (por Frega Jr)

  Caldeirões Bruxo e feiticeira em si sonharam remexendo os caldeirões. Nas fervuras se encontraram  e nas fumaças, os corações. Em sonhos então se abraçaram meio a transcendentais fusões. Os encantamentos formularam, buscaram as melhores poções. De tanto procurar se cansaram, remanso do amor mais bonito, na luz do arco-íris pousaram os corpos nus, se entrelaçaram, instante fugaz, mas infinito, em pensamento, pois, se amaram.