Pular para o conteúdo principal

Postagens

Socorro!!! (por Roberto Garcia)

  Por favor, me ajudem. Expliquem. Joguem uma luz nesta cabeça confusa. Que não é suficientemente rápida para acompanhar a velocidade dos eventos políticos neste país tropical. Pois não é que o Amoedo, fundador do Partido Novo, acaba de ser suspenso pela agremiação que saiu do cérebro dele, quando era mais bobo. De de novo esse partido nada tinha. Era o velho puxa-saco dos patrões, do neoliberalismo que rouba dos pobres, e também escorrega para o moralismo vazio, já que eles são imorais dos bons bons. A razão é simples. O Amoedo viu a luz. Percebeu para onde o partido dele estava levando o país. Deus me livre e me acuda, ele chegou a até declarar voto no Lula. Para os fieis seguidores dessa estranha religião, o líder dele ficou louco, traiu, juntou-se ao comunismo internacional, às hostes do diabo, juntou os panos e casou-se com Satanás. Isso é o anjo do mal, inadmissível, não dá para acreditar. Se você prestar atenção, ele não está sozinho. O que tem de gente que também mudou não...

Quintas & Quetais - Insônias (por Frega Jr)

 

Deus, Pátria, Família (por FregaJr)

  Na primeira metade do Séc XX, as grandes transformações sociais iniciadas com a Revolução Industrial e  difusão do uso da máquina a vapor, com as guerras napoleônicas a desmontar a concepção do direito divino dos reis, o vicejar do antissemitismo, vindo lá da Idade Média com suas superstições e consolidado pelos movimentos de consciência social da exploração do trabalho, habilmente desviado para a conta dos judeus, o colonialismo, a Conferência de Berlim repartindo a África, último território a ser pilhado, tudo isso, ou seja, a revolução tecnológica resultou na revolução social. De certa forma, a russa de 1917 pode ser vista também por essa ótica das grandes transformações. Dessa barafunda e instabilidade, negacionista dos valores até então inquestionáveis – um parênteses, há uma obra em cinco volumes chamada Os Thilbault, de Roger Martin du Gard, Nobel de 1937, que muito bem retrata esse período conturbado – naturalmente resultou nos movimentos autoritários e repressivos e...

Vale a Pena (por Roberto Garcia)

  A diferença entre Lula e Jair aumentou. O primeiro está mais à frente do que na semana anterior. Quem registrou isso foi o IPEC, com base em perguntas feitas antes do Caso Jefferson, que está desgastando Bolsonaro ainda mais. Na quinta-feira tem nova pesquisa da Datafolha. Que incluirá os efeitos desse último incidente. Nos últimos dias, o presidente não só deu tiro no pé. Deu tiro de metralhadora, uma bala atrás da outra, causando estragos sucessivos. Isso anima o pessoal do Lula, desespera o pessoal de Jair. Nestes dias finais da campanha, Lula vai se concentrar nos temas econômicos, os que mais importam à maior parte dos eleitores. Ele vai lembrar que nos quatro anos de governo o salário mínimo estacionou, enquanto o custo de vida aumentou. Isso pesa muito no maior contingente de eleitores, os que ganham até cinco salários mínimos. Ele está certo. Comida no prato é a o item mais importante de qualquer discussão, nestas alturas. Muitos milhões de pessoas tem o que os especiali...

Virar o Jogo (por FregaJr)

  Produtividade, palavrinha mágica em argumentos definitivos, daqueles de deixar o oponente embasbacado, sem palavras e nem respostas. Se associado à competitividade então, emudece até galinhas d’angola. Mas que diabo é isso, curiosos perguntarão? Ora, não é tão complicado assim. Toda produção consome recursos. Mais valor produzido com o mesmo recurso, maior a produtividade. Mesmo valor produzido utilizando mais recursos, menor a produtividade. Uma relação comparativa de valores entre o produto e a produção em dois períodos diferentes. De um ano pra outro, por exemplo. Pode ser geral, da economia como um todo como também pode ser segmentado por produto e insumo. Mão-de-obra, matéria-prima, energia etc É uma relação entre diferenças de valores. No numerador, os do valor da produção. No denominador, os do custo para produzir. Parece complicado, mas não é. Há duas formas para aumentar a produtividade. Ou se aumenta o numerador, ou se reduz o denominador. Aumentar o numerador, ...

Esquerda, Volver (por Roberto Garcia)

Não precisa ir ao cinema. Ao último show do teatro. Sempre tem cantor bom e dança em algum lugar. Quando se pode, bom não perder. Isso alegra a vida, vale a pena ir. Nestes dias, contudo, realmente, não precisa. O espetáculo maior, mais divertido, é de graça, não precisa sair de casa, basta acompanhar no celular, melhor ainda no laptop. É o circo inglês, que eles insistem em chamar de Reino Unido. Como se fossem isso mesmo, ao contrário que se vê, de verdade. O grande ex-império está virando pó. Essa é a melhor novidade. A primeira-ministra conservadora, a Liz Truss, renunciou depois de seis semanas. Nem ela entendia o programa dela. Queria, nestas alturas, com sofrimento generalizado do povão, cortar ainda mais os impostos dos super-ricos. Maluquice maior não podia existir. Nem os mercados financeiros abraçaram outra vez essa ousadia. Aí sim é que casa, muito mambembe, caia. Os palácios, as carruagens, os príncipes malandros, todos engalanados, iam ruir. Não se trata da queda de uma ...

Escolhas e Renúncias

  Pois desde que o mundo passou também a quantificar e correlacionar variáveis, nos fundamentos da álgebra, fixou-se o princípio de que quando se deixa de perder, se soma. O famoso menos com menos dá mais. Não é dogmático porque é lógico. Não é axiomático porque é comprovável. Também é lógico se entender que toda escolha significa uma perda. Renuncia-se ao que não foi escolhido. Uma bifurcação da estrada, pegou um ramo, abandonou o outro. Se ambos eram desconhecidos, nunca se saberá que surpresas o desprezado tinha a apresentar, se boas ou ruins. Assim são as escolhas. No próximo domingo, em sete dias portanto, teremos uma escolha a fazer. Optar por uma das duas opções disponíveis, aliás, três. O não optar também é uma opção daqueles que preferem que os outros escolham o caminho que iremos percorrer. Pra mim, a pior escolha, um autorreconhecimento da incapacidade de decidir e do abandono da esperança. Suprema resignação e negação da vontade. Mas é uma alternativa. Os que decidirem ...